Você sabia que o padre Adriano Zandoná já foi jurado de morte por causa das drogas?
Quem vê o padre Adriano Zandoná atualmente nem imagina que um dia ele já foi viciado em drogas, que fazia de tudo para alimentar o vício, e até teve um pé de maconha em casa. Porém durante a gestação, a mãe dele, passando por uma dificuldade de saúde, o consagrou à Virgem Maria. É óbvio que a Mãe não deixaria esse filho se perder por caminhos obscuros. Depois de se converter e caminhar na Igreja, Adriano sentiu forte e claramente o chamado ao sacerdócio. A seguir, você descobrirá algumas curiosidades da vida de Zandoná.
Só é livre quem faz o que não quer
Padre Adriano Zandoná, em participação no SantoFlow Podcast, disse: “Só é livre quem faz o que não quer porque quando você faz o que você tem vontade – tem gente que acha ‘eu sou livre porque eu faço o que eu quero’ – não não, quando você faz o que você tem vontade você está sendo guiado por um instinto. […] É o seu instinto te levando para o chocolate, é o seu vício te levando para a droga, para a bebida, agora, quando você fala ‘eu não vou comer o chocolate’ você é livre porque o seu instinto não está te cegando […]”.
A reflexão proposta pelo padre Adriano Zandoná toca em uma verdade profunda sobre a liberdade cristã, que vai além da simples capacidade de escolher. Na sociedade atual, frequentemente a liberdade é entendida como a capacidade de fazer o que se quer, sem restrições. No entanto, essa visão superficial ignora a realidade de que nossos desejos e impulsos muitas vezes não são guiados pela razão ou pela vontade de Deus, mas pelos nossos instintos, paixões e vícios.
Jesus nos ensina que a verdadeira liberdade é encontrada em fazer a vontade de Deus, em negar a si mesmo e carregar a própria cruz (cf. Mt 16,24). Isso significa que a liberdade não está em seguir nossos impulsos, mas em controlar e direcioná-los para o bem. Quando sucumbimos aos nossos desejos desordenados, estamos na verdade nos tornando escravos deles. A liberdade, portanto, é a capacidade de agir contra esses impulsos, escolhendo o bem maior.
Santos como Santo Agostinho falaram sobre a escravidão do pecado, descrevendo como o pecado nos prende a hábitos destrutivos. Ele dizia: “A verdadeira liberdade é a liberdade de fazer o bem”. Isso se alinha com a reflexão do padre Zandoná: quando resistimos ao impulso de comer o chocolate, de ceder ao vício ou de seguir um desejo desordenado, estamos exercitando a verdadeira liberdade, porque não estamos permitindo que nossos instintos nos governem.
Esse entendimento é essencial para a vida espiritual. A liberdade cristã nos convida a um caminho de disciplina, onde, com a graça de Deus, dominamos nossos instintos e paixões para viver uma vida que realmente nos leva à verdadeira felicidade e santidade. Como São Paulo diz: “Tudo me é permitido, mas nem tudo convém; tudo me é permitido, mas não me deixarei dominar por coisa alguma” (1 Cor 6,12). A liberdade autêntica é aquela que nos permite escolher o bem, mesmo quando nossos instintos nos puxam em outra direção, e é nessa escolha consciente pelo bem que encontramos a verdadeira realização e paz interior.
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Referências:
SANTO AGOSTINHO. Confissões. São Paulo: Paulus, 1997.
ZANDONA, A. A MAIORIA DOS MEUS AMIGOS JÁ MORRERAM POR ISSO | PADRE ADRIANO ZANDONÁ. SantoFlow Podcast. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=FtE0-EU_hPU. Acesso em: 8 de agosto de 2024.


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